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domingo, 15 de fevereiro de 2015

MUMIFICAÇÃO NO EGITO ANTIGO

Por mais de 3 mil anos, cadáveres foram dissecados, desidratados e enfaixados
por Maria Carolina Cristianini




A expressão “a terra há de comer” não faria sentido para as pessoas com dinheiro no Egito antigo. Lá, acreditava-se no ka, uma força que continuava após a morte – desde que o corpo fosse bem conservado. Para isso, usava-se uma técnica inspirada no deserto. Após observar que a areia quente e o ar seco preservavam os mortos, os egípcios criaram um método de dissecação e mumificação acompanhado de um ritual religioso.

As primeiras múmias conhecidas são de 3000 a.C. Privilégio dos monarcas, 800 anos depois é que o processo se estendeu a qualquer um que pudesse pagar. E nem só humanos eram mumificados. Em janeiro, cães foram encontrados em El Faiyum, um oásis a 80 quilômetros do Cairo. “Era uma forma de homenagear animais de estimação”, explica o historiador Julio Gralha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

As últimas múmias são do século 4 d.C.. A influência romana e o avanço do cristianismo podem ter encerrado a prática.

Rumo ao sarcófago


O processo tinha seis passos e demorava até 70 dias
1. Limpeza geral


O corpo era levado para tendas ao ar livre, em um lugar chamado Ibu (local de purificação), na margem oeste do rio Nilo, onde ficavam os cemitérios. Ali, era entregue a sacerdotes. Em uma mesa inclinada para coletar fluidos, era lavado com vinho de palma e água do rio.

2. Adeus, vísceras



O sacerdote Ut removia os órgãos por um corte do lado esquerdo do abdômen. Só sobrava o coração. Pulmões, intestinos, estômago e fígado iam para recipientes especiais.O resto era jogado no rio Nilo – incluindo o cérebro, que era retirado pelas narinas.

3. Guardiões

Os órgãos mais importantes eram armazenados em vasos. Eles representavam os quatro filhos de Hórus, deus dos céus:
Duamutef (cachorro) cuidava do estômago;
Qebehsenuf (falcão), dos intestinos;
Hapi (babuíno), dos pulmões
Amset (humano), do fígado.

4. Sal até as entranhas




Com o cadáver livre das vísceras, começava o processo de desidratação, feito com natrão, um tipo de sal mineral muito comum na região. O corpo era preenchido e envolvido com esse sal e permanecia assim por 40 dias.

5. Recheio seco


Após a desidratação, havia nova lavagem com água do Nilo e aplicação de substâncias aromáticas e óleos para aumentar a elasticidade da pele. Para não ficar deformado, o corpo era recheado com serragem e plantas secas. Só então recebia até 20 camadas de tiras de linho engomado.




Proteção no além
Os corpos eram enfaixados junto com diversos amuletos




Olho de WadjetColocado na testa, garante proteção e apoio para a cabeça

Escaravelho
Impede que o coração se separe do corpo

Nó de ÍsisColocado no peito, pede segurança para a deusa Ísis

Ankh
Ajuda a superar os obstáculos da outra vida

FONTE: AVENTURAS NA HISTÓRIA

CARNAVAL DE RECIFE 2015 - É MUITA FESTA!


Para quem não conhece e para os que já conhecem... Ei-lo mais uma vez!


Galo da Madrugada reina absoluto nas ruas do Recife


Com 30 trios elétricos, bloco arrastrou multidão neste sábado


 / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Foto: Arnaldo Carvalho/ JC Imagem

Ele reinou absoluto neste sábado. Gigantesco, imponente, majestoso. Como só ele sabe ser. O Galo da Madrugada mostrou, mais uma vez, porque é considerado o maior bloco carnavalesco do mundo.


Um milhão ou dois milhões de foliões brincando? O número exato pouco importa. A verdade é que não sobrou espaço nas estreitas ruas do Centro do Recife para tanta alegria das pessoas que desde cedo acompanharam o desfile do clube de máscaras. Nove horas de frevo ininterruptas, num percurso de seis quilômetros que começou às 9h.

Quem duvidava que o Sábado de Zé Pereira era do Galo da Madrugada se convenceu. No Carnaval do Recife, não tem para ninguém. O sábado é só dele. Mas não é para menos. Este ano o clube ganhou as ruas ainda mais imponente. Trinta trios elétricos, mais de mil artistas pernambucanos e nacionais envolvidos e seis carros alegóricos, dois a mais do que em 2014, fizeram o desfile. A irreverência, como não poderia deixar de ser, esteve presente. O cantor Nonô Germano, filho do mestre do Carnaval Claudionor Germano, casou no civil em cima do trio elétrico que comandava, com direito a uma cerimônia oficializada por uma juíza presente ao desfile.
Vista aérea do Galo da Madrugada

O ex-governador Eduardo Campos, morto num acidente de avião em agosto do ano passado, foi lembrado por sua força e determinação de pernambucano. O carro alegórico Leões do Norte fez a homenagem ao político. Ao lado dele, o escritor Ariano Suassuna, que morreu no mesmo ano, um mês antes, representou a cultura e a dramaturgia pernambucanas. Para finalizar, o cantor Luiz Gonzaga foi o terceiro homenageado no carro alegórico, representando a música nordestina. 

Sob o tema “Asas da América, Asas para o Frevo”, em homenagem ao compositor caruaruense Carlos Fernando, a alegoria do Galo também surgiu diferente. Articulada, movimentando a cabeça e as asas, além de trajar uma roupa brilhante de lamê nas cores roxa, vermelha e dourada. E, como sempre, o pool de cantores convidados foi para ninguém ficar parado. Nomes como Elba Ramalho, Fafá de Belém, Maestro Spok, Geraldinho Lins, Marrom Brasileiro, Maestro Forró, Quinteto Violado, André Rio, João do Morro, Almir Rouche, Adriana B, Nena Queiroga, Nádia Maia e Gerlane Lops garantiram a folia.
Vista aérea do Galo da Madrugada


Fonte: Jornal do Commercio - 14/02/2015


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